Objetivo
Caracterizar e identificar áreas com maior potencial à degradação/desertificação da terra, sendo o foco da abordagem a identificação dos precursores do processo, mas do que na detecção do processo quando ele já está instalado.
O sistema deve prover as bases técnicas necessárias para a formulação de estratégias de redução de desastres e na formulação de ações em todos os níveis de governo e nas organizações sociais, bem como servir de fonte de informações para a sociedade. Além disso, deverá permitir a integração e assimilação de dados espaciais e temporais, sejam de caráter biogeofísicos, socioeconômicos, nas mais variadas escalas temporais e espaciais.
Premiação
Concedida pelo programa Dryland Champions, da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês).
Metodologia e Base de Dados
A metodologia proposta baseia-se na identificação de Indicadores Regionais de Desertificação e Áreas Ambientalmente Sensíveis, através de uma análise multifactorial simultânea, baseada num conhecimento geral e local dos processos atuantes. Para tal fim, usam-se informações disponíveis, incluindo imagens de satélite, informação topográfica (mapas e Modelos Digitais de Terreno – DEM), clima, solos e informação sobre a geologia, cobertura vegetal e fatores socioeconômicos, incluindo padrões de usos da terra.
Atribuem-se pesos a cada um dos fatores determinantes do processo de degradação/desertificação, os quais combinados resultam em um índice que indica a susceptibilidade de ocorrência de desertificação.
A combinação desses dados pode gerar mapas de índices que ajudam na compreensão dos efeitos da seca e desertificação.
Área de Atuação
A região de estudo engloba os 9 Estados do Nordeste brasileiro mais a região norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, totalizando uma área de 1.797.123 km2, que corresponde a 20% do território brasileiro.
O semiárido brasileiro é o mais populoso do mundo (MARENGO, 2008), com mais de 53 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de aproximadamente 34 habitantes por km2 (IBGE, 2010). Além disso, a região é apontada como uma das mais vulneráveis às alterações climáticas globais no próximo século, no Brasil (IPCC, 2007).
realização
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